VARIAÇÕES

VARIAÇÕES

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

BAILA COMIGO


Se Deus quiser
Um dia eu quero ser índio
Viver pelado
Pintado de verde
Num eterno domingo
Ser um bicho preguiça
Espantar turista
E tomar banho de sol
Banho de sol!
Banho de sol!
Sol!...

Se Deus quiser
Um dia acabo voando
Tão banal assim
Como um pardal
Meio de contrabando
Desviar do estilingue
Deixar que me xingue
E tomar banho de sol
Banho de sol!
Banho de sol!
Banho de sol!...

Baila Comigo!
Como se baila na tribo
Baila Comigo!
Lá no meu esconderijo
Ai! Ai! Ai!
Baila Comigo!
Ah! Ah! Uh! Uh!
Como se baila na tribo
Oh! Oh! Baila ba, ba
Baila Comigo!
Lá no meu esconderijo...

Se Deus quiser
Um dia eu viro semente
E quando a chuva
Molhar o jardim
Ah! Eu fico contente
E na primavera
Vou brotar na terra
E tomar banho de sol
Banho de sol!
Banho de sol!
Sol!...

Se Deus quiser
Um dia eu morro bem velha
Na hora "H"
Quando a bomba estourar
Quero ver da janela
E entrar no pacote
De camarote...

E tomar banho de sol
Banho de sol!
Banho de sol!
Banho de sol!...

Baila Comigo!
Como se baila na tribo
Uh! Uh! Uh!
Baila ba, ba
Baila Comigo!
Lá no meu esconderijo
Ai! Ai! Oh!
Baila Comigo!
Ah! Ah! Uh! Uh!
Como se baila na tribo
Baila ba, ba
Baila Comigo!
Lá no meu esconderijo
Ai! Ai! Ai!...

Sol! Sol! Sol!...

E tomar banho de sol
Banho de sol!
Banho de sol!
Banho de sol!...

Ah!
Baila Comigo!
Como se baila na tribo
Baila!
Baila Comigo!
Lá no meu esconderijo
Ai! Ai! Ai!
Ai! Ai! Ai! Ai!
Baila Comigo!
Como se baila na tribo
Baila ba, ba
Baila Comigo!
Lá no meu esconderijo
Ai! Ai! Ai!
Baila Comigo!
Como se baila na tribo
(Que loucura!)
Baila ba, ba
Baila Comigo!
Lá no meu esconderijo
Ai! Ai! Ai!...

Lá no meu esconderijo
Ai! Ai! Ai!...

Rita Lee

Foto de Alex Almeida

sábado, 18 de dezembro de 2010

REVOADA


Revoada,cabeleira, cambalaches

Andarilha, pela trilha

Trilha do sol

Trilho do trem andarilho

Cabriolas, bailarina,

Colorida, arco-íris, aquarela

Lá vai ela

Andarilha, anda luz

Sempre seguindo e sorrindo

Indo à procura da luz

Do amanhecer

Do dia que vai nascer

Do tempo que tudo

Ensina, menina

Eu e você



Moraes Moreira

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

TUDO



Atelier da Lita

Barco é pra quem pode
barco é pra quem quer
pássaro que pousa onde vê

Onde está entrega
tua vibração
num abraço, um beijo
é teu coração

Tá tudo o que importa
coisa de irmão
que nunca termina
é só conhecer

Raiva, me ajuda
que a morte é solidão

Conhecer, vibração, onde quer
tudo o que importa
onde quer, vibração
tudo o que importa

Barco é só um nome
e é tudo de você
é chamada, é vinda
é o fundo, é se ver

Tá tudo o que importa
onde está o irmão
pássaro que pousa
barco é o coração

Milton Nascimento

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

CHICO MENDES


"No começo pensei que estivesse lutando para salvar seringueiras, depois pensei que estava lutando para salvar a floresta amazônica. Agora, percebi que estava lutando pela humanidade."



Chico Mendes



Leia aqui. Clique.

Chico Mendes, 15/12/1944 - 22/12/1988.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

AMAR, VERBO INTRANSITIVO

"PORQUE METADE DE MIM É AMOR... E A OUTRA METADE TAMBÉM."

FERREIRA GULLAR

sábado, 4 de dezembro de 2010

LEÃO DO NORTE

Sou o coração do folclore nordestino
Eu sou Mateus e Bastião do Boi Bumbá
Sou o boneco do Mestre Vitalino
Dançando uma ciranda em Itamaracá
Eu sou um verso de Carlos Pena Filho
Num frevo de Capiba
Ao som da orquestra armorial
Sou Capibaribe
Num livro de João Cabral
Sou mamulengo de São Bento do Una
Vindo no baque solto de Maracatu
Eu sou um auto de Ariano Suassuna
No meio da Feira de Caruaru
Sou Frei Caneca do Pastoril do Faceta
Levando a flor da lira
Pra Nova Jerusalém
Sou Luis Gonzaga
E eu sou mangue também

Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte

Sou Macambira de Joaquim Cardoso
Banda de Pife no meio do Canavial
Na noite dos tambores silenciosos
Sou a calunga revelando o Carnaval
Sou a folia que desce lá de Olinda
O homem da meia-noite puxando esse cordão
Sou jangadeiro na festa de Jaboatão
Eu sou mameluco...

Composição: Lenine e Paulo C. Pinheiro

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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

O PÓ DA ESTRADA


O pó da estrada gruda no meu rosto,
Como a distância, matando as palavras,
Na minha boca sempre o mesmo assunto,
O pó da estrada.
O pó da estrada brilha nos meus olhos,
Como as distâncias mudam as palavras,
Na minha boca sempre a mesma sede,
O pó da estrada.
Conheci um velho vagabundo,
Que andava por aí sem querer parar,
Quando parava,
Ele dizia a todos,
Que o seu coração ainda rolava pelo mundo.
O pó da estrada fica em minha roupa,
O cheiro forte da poeira levantada,
Levando a gente sempre mais à frente,
Nada mais urgente,
Que o pó da estrada,
Que o pó da estrada.

Composição: Sá, Rodrix e Guarabyra