VARIAÇÕES

VARIAÇÕES

domingo, 26 de junho de 2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

FESTA DO INTERIOR

Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João...

Babados
Xotes e xaxados
Segura as pontas
Meu coração...

Bombas na guerra-magia
Ninguém matava
Ninguém morria...

Nas trincheiras
Da alegria
O que explodia
Era o amor...

Ardia aquela fogueira
Que me esquentava
A vida inteira
Eterna noite
Sempre a primeira
Festa do Interior...

Fagulhas
Pontas de agulhas
Brilham estrelas
De São João...

Babados
Xotes e xaxados
Segura as pontas
Meu coração...

Bombas na guerra-magia
Ninguém matava
Ninguém morria...

Nas trincheiras
Da alegria
O que explodia
Era o amor...

Ardia aquela fogueira
Que me esquentava
A vida inteira
Eterna noite
Sempre a primeira
Festa do Interior...

Composição de Moraes Moreira e Abel Silva


UM PRESENTE RECEBIDO E REPASSADO. APRECIEM.:):):)

Recebi este selo do amigo Daniel! Ofereço aos amigos dos blogs citados na lista abaixo:






quinta-feira, 16 de junho de 2011

LOIRAS GELADAS - RPM

-"Só tem homem feio ai?"


Disfarça e faz
Que nem me viu
Não me ouviu te chamar
Desfaz assim de mim
Que nem se faz
Com qualquer um...

Agora eu sei
Passei por cada papel
E rastejei
Tentando entrar no seu céu
Agora eu sei, sei, sei, sei
Passei por cada papel
Me embriaguei
E acordei no bordel...

Já sei que um é pouco
Dois é bom e três é demais
E eu fico louco de ciúmes
De um outro rapaz...

Agora eu sei
Passei por cada papel
E rastejei
Tentando entrar no seu céu
Agora eu sei, sei, sei
Passei por cada papel
Me embriaguei
E acordei num bordel...

Na Madrugada
Na mesa do bar
Ai!
Loiras Geladas
Vem me consolar...

Qualquer mulher
É sempre assim
Vocês são todas iguais
Nos enlouquecem
Então se esquecem
Já não querem mais...

Agora eu sei
Passei por cada papel
E rastejei
Tentando entrar no teu céu
Agora eu sei, sei, sei
Passei por cada papel
Me embriaguei
E acordei num bordel...

terça-feira, 14 de junho de 2011

MAL SECRETO


Não choro,
Meu segredo é que sou rapaz esforçado,
Fico parado, calado, quieto,
Não corro, não choro, não converso,
Massacro meu medo,
Mascaro minha dor,
Já sei sofrer.
Não preciso de gente que me oriente,
Se você me pergunta
Como vai?
Respondo sempre igual,
Tudo legal,
Mas quando você vai embora,
Movo meu rosto no espelho,
Minha alma chora.
Vejo o Rio de Janeiro
Comovo, não salvo, não mudo
Meu sujo olho vermelho,
Não fico calado, não fico parado, não fico quieto,
Corro, choro, converso,
E tudo mais jogo num verso
Intitulado
Mal secreto.

Composição de Jards Macalé e Wally Salomão

segunda-feira, 13 de junho de 2011

RELAMPIANO

Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...

Todo dia é dia
Toda hora é hora
Neném não demora
Prá se levantar...

Mãe lavando roupa
Pai já foi embora
E o caçula chora
Prá se acostumar
Com a vida lá de fora
Do barraco...

"Hai que endurecer"
Um coração tão fraco
Para vencer o medo
Do trovão
Sua vida aponta
A contramão...

Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...

Tudo é tão normal
Todo tal e qual
Neném não tem hora
Prá ir se deitar...

Mãe passando roupa
Do pai de agora
De um outro caçula
Que ainda vai chegar...

É mais uma boca
Dentro do barraco
Mais um quilo de farinha
Do mesmo saco
Para alimentar
Um novo João Ninguém
A cidade cresce junto
Com neném...

Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém...

Composição de Paulinho Moska e Lenine

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CRUEL - Sérgio Sampaio


tudo cruel tudo sistema
torre babel falso dilema
é uma dor que não esconde seu papel
morro borel
eu subo e nunca estou no céu

tudo joão nada na mesa
deu no jornal mãos na cabeça
um marginal que já não pode mais fugir
vai reagir
menino é bom ficar de olho ai

que tudo é desse mundo
surpresa também
espinho é bem mais fundo
destino também
o amor tá quase mudo
minha voz também
cruel é isso tudo

tudo tão mal tão sem beleza
doce de sal lagrima presa
o que eles falam não se deve nem ouvir
verbo mentir
menino é bom ficar de olho ai

quarta-feira, 8 de junho de 2011

ROSEBUD ( O VERBO E A VERBA)


Dolores, dólares...

O verbo saiu com os amigos
pra bater um papo na esquina,
A verba pagava as despesas,
porque ela era tudo o que ele tinha.
O verbo não soube explicar depois,
porque foi que a verba sumiu.
Nos braços de outras palavras
o verbo afogou sua mágoa, e dormiu.

Dolores e dólares.... rosebud

O verbo gastou saliva,
de tanto falar pro nada.
A verba era fria e calada,
mas ele sabia, lhe dava valor.
O verbo tentou se matar em silêncio,
e depois quando a verba chegou,
era tarde demais
o cádaver jazia,
a verba caiu aos seus pés a chorar
lágrimas de hipocrisia.

rosebud, dolores e dólares...




Lenine e Lula Queiroga

segunda-feira, 6 de junho de 2011

DOIS OLHOS VERDES - RPM


A gente tem medo de se entregar, de se envolver
E acha que é cedo, que ainda temos tanto pra viver
E faz tantos planos, e acha mesmo que é possível
Ao longo dos anos tentar prever o imprevisivel

(Refrão)
Então de repente ele chega arrebatador
São dois olhos verdes e um sorriso avassalador

Quem sabe o amor não seja apenas uma suposição
Um ato do acaso, alegoria, somente uma ilusão
Você não contava que aquilo ainda pudesse acontecer
Nem acreditava no velho mito de Eros e Psiquê

(Refrão)
Então de repente ele chega arrebatador
São dois olhos verdes e um sorriso avassalador

São duas crianças brincando nuas sem maldade
Sem medo das coisas, sem preconceito, vivendo em liberdade

(Refrão)
Então de repente ele chega arrebatador
são dois olhos verdes e um sorriso avassalador (2x)


www.rpm.art.br

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DEPENDE - Fagner e Abel Silva


O olho por fora, o dente por dentro
Meu riso na cara do tempo
O olho por dentro, o dente por fora
Meu riso na boca do vento
Conheço a cor dos teus cabelos
Conheço a cor dos olhos teus
É verde, azul, é negro
Como uma noite sem luar, é claro
Como uma frase não dita
É dessa cor.
Depende da cor da tarde morena
Depende do amor de minha pequena
Conheço a cor dos teus cabelos
Conheço a cor dos olhos teus
É verde, azul, é negro
Como uma noite sem luar, é claro
Como uma frase não dita
É dessa cor.